Armas, Blush e Batom: 37 anos de atuação da Mulher na Polícia Militar do Maranhão

O dia primeiro de setembro de 1982 foi um marco na história do Estado do Maranhão. Neste dia, a Polícia Militar teve suas primeiras mulheres a ingressar nas fileiras da corporação. Foram ao todo 67 (sessenta e sete) Policiais Femininas, sendo 03 (três) Oficiais, 10 (dez) Sargentos e 54 (cinquenta e quatro) Soldados, que com honra, disciplina e compromisso se dedicaram ao serviço policial militar. Das quais fazemos uma homenagem, em especial, à 1ª Policial Militar que teve a sua vida ceifada no exercício da atividade, Sargento Maria Margarida Araújo, in memoriam, que exerceu seu mister policial com esmero, dedicação e comprometimento.

Todas nós, se estamos aqui hoje, somos gratas pelos frutos colhidos dessa árdua missão plantada por aquelas que por aqui já passaram e ainda passam. Ser Policial Militar feminina é estar alinhada sempre entre o fardamento e o comportamento, a ação e a reação, linha de tiro e de combate, é ser mãe, ser filha, esposa, é ter jornada dupla, tripla; É ser mulher em um ambiente predominantemente masculino e conquistar um espaço igualitário.

Cel. Augusta, Comandante de Segurança Comunitária

E, falando em conquistas, a Polícia Militar do Maranhão, através do Comando de Segurança Comunitária, sentindo a necessidade de comemorar um dia só nosso, resolveu sugerir à ex- Deputada Estadual Valéria Macedo, que instituísse, através de lei, o dia da Policial Militar Feminina do Maranhão, data já comemorada em vários Estados brasileiros, que valoriza e reconhece o papel feminino dentro da instituição.

A criação desse dia comemorativo foi um ato alusivo à data da primeira inclusão feminina: dia primeiro de setembro. Uma homenagem mais que justa àquelas que são as pioneiras e referência dentro da nossa Corporação. Hoje, pela primeira vez, estamos comemorando esse dia tão especial graças a Lei 10.959, de 6 de Dezembro de 2018, de autoria da Ex Deputada Estadual Valéria Macedo e sancionada pelo Governador Flávio Dino.

Nesse contexto, o Encontro de Mulheres é oportuno na medida em que, além de fomentar a integração das Forças de Segurança com órgãos públicos e privados, como meio mais eficaz para agirmos tanto na prevenção quanto na repressão das práticas de violência que a mulher sofre em seu ambiente de trabalho, assevera-se, também, como um momento de congratulação, adequando a Instituição à nova realidade brasileira, tendo em vista que há 37 (trinta e sete) anos a mulher está incluída nos quadros da Corporação, demonstrando seu profissionalismo e competência.

São 37 anos que representam mais que um ingresso nas fileiras da instituição, são conquistas alcançadas, a exemplo da unificação dos quadros, pela Lei nº 7.688, de 15/10/2001, que possibilitou que a mulher ascendesse ao maior posto da corporação de maneira igualitária, mesmo sendo até hoje minoria na corporação, pois correspondemos apenas a 10% do efetivo.

Compomos e somos destaque em diversas áreas da segurança pública, como: nos Batalhões de Missões Especiais, BPChoque, Regimento de Policía Montada, Comando Tático Aéreo, Batalhão de Policiamento Rodoviário, Batalhão Ambiental, Comando de Segurança Comunitária, entre outras unidades operacionais, comandando, coordenando, patrulhando e até mesmo atuando em missões internacionais a serviço da ONU.

A primeira mulher a chegar ao mais alto posto foi a então Coronel Inalda Pereira da Silva, no ano de 2004, hoje pertencente ao quadro dos oficiais da reserva; a segunda a alcançar o posto foi a Coronel Maria Augusta de Andrade Ribeiro, no ano de 2016 e, em 2018 a Coronel Edilene Soares da Silva.

Atualmente somos 979 mulheres dentro da PMMA. Nossas formas de ingresso são três: através de Concurso Público para o quadro de Praças, inicialmente como Soldado Combatente podendo até chegar ao posto de Major QOAPM; pelo vestibular da UEMA – Curso de Formação de Oficiais, onde ingressam como cadetes podendo chegar ao mais alto posto da instituição, Coronel QOPM; e pelo concurso para Quadro de Oficiais da Saúde, em que ingressam como Tenente podendo chegar ao Posto de Coronel QOSPM.

Enfim, parabenizamos todas as policiais militares que ao longo desses 37 anos se sobressaíram em suas funções e, mesmo diante de todas as dificuldades, conseguiram fortalecer a presença feminina dentro da instituição, abrindo caminho para as demais.

Somos eternamente gratas às pioneiras pelos ensinamentos, dedicação e compromisso, por ultrapassarem barreiras, mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser.

Parabéns a todas!
Polícia Militar do Maranhão, 183 anos
Patrimônio dos Maranhenses

Maria Augusta de Andrade Ribeiro – Coronel QOPM
Comandante de Segurança Comunitária.

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