Cabo GUIMARÃES Filho de Santa Inês lança sua pré-candidatura a deputado federal

Eu me chamo Manoel, Manoel Guimarães Filho. Nasci no dia 27 de setembro de 1972,século 20. Tenho 45 anos. Acredito que nasci na Rua do Carmo, no antigo n° 498, em Santa Inês-MA.O meu pai se chama Manoel Guimarães, também conhecido por “Baduca”,pedreiro aposentado. Minha mãe é Raimunda Silva Guimarães, junto com dona Maria Baixinha, é uma das mulheres mais fortes que conheço, como a grande maioria das mulheres brasileiras, nordestinas e negras. Meus amigos mais próximos e de infância, mas mais próximos mesmo, são o Walle ( Jeorlan) o Simiro, o Róbson, o Erisvaldo e o Boy (Júnior). Sou primo do Chico Boquinha. O pouco, ou muito, que aprendi sobre honestidade, solidariedade e respeito, aprendi em casa, e vendo e ouvindo exemplos, de vizinhos como seu Antônio Grosso, dona Sebastiana, dona Neném, dona Maria Baixinha e tantos outros. Foi lá, na casa de seu Antônio Grosso, inclusive, que ainda criança, ouvi as primeiras músicas de Fagner, Belchior, Milton Nascimento, Luís Gonzaga e Mercedes Sosa. Lá, no mês de junho, havia a quadrilha São João na roça. Uma vez, até, fizeram um circo. Era o máximo! O que sou hoje é resultado dessas influencias.

Quando fui pra Universidade Federal, em São Luís, morei na REUFMA – Residência Estudantil da UFMA, lá na Rua da Paz. Lá, foram tantas lutas. O dinheiro pouco ou quase nenhum, a comida regrada, a amizade regrada, as politicas de FHC em excesso e a Universidade ameaçada, a politica estudantil e a solidariedade testada. Da casa de estudante herdei amigos e irmãos, irmãos de pobreza e de lutas.

Quando entrei na PMMA, em 2001, mais luta. O salário pouco, o direito pouco, a dignidade pouca, o reconhecimento pouco, a autoestima ameaçada. A desequilibrar a balança, a caxiagem muita, a repressão muita, a perseguição muita, a cadeia. Travamos muitas lutas em São Luís e em Timon, na ASPOM – Associação de Policiais Militares de Timon – da qual fui um dos coordenadores jurídicos. Por lá, muita luta, muito suor e muita briga por dignidade e respeito. Em 2011 ajudamos a construir a primeira greve da PM no Estado do Maranhão, contra Roseana Sarney. Em 2014, greve de novo, por mais direitos e dignidade. Para democratizar esse país precisamos democratizar as instituições e reconhecer que os trabalhadores são cidadãos. Não é possível exigir uma policia cidadã no tratamento com o cidadão comum, se ela, internamente, não é cidadã e é autoritária, antidemocrática e violenta com seus servidores de baixa patente.

E como está o País? Como está o Estado? Como está o povo? A impressão que tenho é que o país está entregue aos canalhas, eles dominam o cenário. Em nosso Estado ainda reina a pobreza e, em muitos casos, a miséria. No interior, pessoas e famílias inteiras passam fome e não conseguem acessar o básico para uma vida digna. Nas cidades não há saneamento básico, as ruas são um lixo, a saúde pública é uma calamidade que mata os trabalhadores na fila de espera. Nosso sistema público de educação não educa os pobres e nem chega aos rincões do Brasil. Nosso dinheiro público, que deveria cuidar do povo, escorre por tubulações corruptas. E o crime, o crime corre solto nas ruas de dia e de noite vitimizando trabalhadores cansados e amedrontados. Obviamente que nem todos os políticos são canalhas. Mas, ultimamente, é nítida a impressão de que eles estão em minoria e continuam a perder terreno. Os canalhas riem arreganhadamente e sem nenhum pudor. Estão em todos os lugares. No executivo, no legislativo, no judiciário e no ministério público. Parece não haver escapatória, não haver pra onde correr…

E o que você pode fazer? Quem foi que disse que a politica é um terreno reservado aos canalhas? Quem disse que devemos nos afastar e deixar que eles continuem nessa farra, enquanto ficamos só olhando e sofrendo? De jeito nenhum. Ora, você que se considera uma pessoa de bem, honesta, que se preocupa verdadeiramente com o seu país e com o povo, que não está mais disposto a deixar a politica nas mãos de políticos profissionais sem escrúpulos pode assumir a responsabilidade de defender as boas praticas politicas. Candidate-se! Lance seu nome! Candidate-se ao cargo de governador, de senador, de deputado! Muitos irão rir de você, dizer que você é um liso, que politica é coisa pra quem tem dinheiro. Dane-se! Tudo isso é mentira que só serve pra afastar os pobres da politica. E daí que você não tenha dinheiro? E daí que você não é branco e que os eleitores preferem votar em candidatos brancos? E dai que você é negro, indígena, deficiente, cigano ou bata tambor nas noites de sexta? Onde é que está escrito que só rico deve ser candidato? Em que parte da Bíblia está escrito que o eleitor só deve votar em candidato rico, em candidato branco? Caso alguém se atreva a lhe perguntar o porquê de você se atrever a ser candidato, responda que é seu direito. É, é seu direito candidatar-se! Uma hora dessas o trabalhador vai entender que trabalhador deve votar em trabalhador. Povo deve votar em povo. Quem sabe as dores e o sofrimento diário nas filas de hospitais é o povo.

Meus amigos, eu disse tudo isso pra lhes dizer que eu também estou cansado da sujeira e de ver as necessidades do povo sendo jogadas de lado, enquanto políticos sem escrúpulos enriquecem a custa dos trabalhadores. E o que é que eu vou fazer? Vou lançar meu nome! Provavelmente para Deputado Federal. Por quê? Porque é meu direito! E porque eu considero que estou à altura do desafio e posso dar a minha contribuição para construirmos um Brasil e um Maranhão mais justos, menos desiguais, mais dignos, mais seguros e para todos. E dai que eu não tenha dinheiro! Falando nisso, pretendo gastar R$ 500 reais em minha campanha e não aceitarei doações da JBS. Um abraço a todos e a todas.

Timon-MA,20 de fevereiro de 2018.
CB PM Manoel GUIMARÃES Filho

2 thoughts on “Cabo GUIMARÃES Filho de Santa Inês lança sua pré-candidatura a deputado federal

  1. Fala em direito dos trabalhadores, mas, vive o tempo todo escondido na JMS da PMMA para não trabalhar, ou seja, tem muita garganta para exigir direitos e muita preguiça para cumprir obrigações.
    Enfim, é outro CABO CAMPOS, falácia e hipocrisia.

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