Dicas de Segurança alimentar: Refrigerante é um vilão da saúde?

nutricionista
Nutricionista Francisca Cavalcante, especialista em nutrição esportiva e clínica funcional

Os refrigerantes independente de marcas ou sabor, seja diet ou light causam sérios danos saúde humana, devido aos seus componentes extremamente industrializados como: corantes e sódio, é mais preferíveis optar por sucos in natura ou da polpa de frutas que além de revitalizar o corpo são opções mais saudáveis.

Para quem exerce atividades mais intensas como Policias devem ser seletivos no que diz respeito às bebidas, pois os mesmos podem interferir em seus rendimentos físicos e psicológicos, o importante é hidratar-se bem AGUA ainda é a melhor opção.

Saúde Alimentação e sua origem 

As origens do conceito de Segurança Alimentar situam-se na Europa do início do século XX dentro da perspectiva de que cada país deveria produzir sua própria alimentação, buscando assim reduzir ao máximo eventual vulnerabilidade em face de situações adversas que implicassem risco à soberania nacional. Por volta dos anos quarenta, documentos oriundos de recém-criados organismos internacionais financeiros ou voltados para o campo da agricultura começaram a mencionar a assistência alimentar – via excedentes de alimentos – como parte da segurança alimentar. Após longo período, em que prevaleceu a ideia de que a criação e a manutenção de estoques de alimentos seriam suficientes para dar conta de problemas como a fome que atingia parcelas numerosas das populações, ampliou-se conceito de segurança alimentar para incluir componentes como a oferta estável e o acesso a alimentos de qualidade, articulados à redistribuição de renda e de bens materiais; posteriormente, foram incorporadas discussões sobre a necessidade imperiosa de equidade social, justiça e relações éticas entre as gerações e modos de vida sustentáveis. Atualmente, a questão da alimentação é tratada como um componente do direito à vida digna, à autodeterminação e à plena satisfação das necessidades básicas do ser humano.

No Brasil, as bases do conceito de segurança alimentar remontam a meados do século XX, quando Josué de Castro fez as primeiras sistematizações de abrangência nacional acerca da fome no Brasil.

LEI Nº 11.346, DE 15 DE SETEMBRO DE 2006.

Regulamento

Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o Esta Lei estabelece as definições, princípios, diretrizes, objetivos e composição do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN, por meio do qual o poder público, com a participação da sociedade civil organizada, formulará e implementará políticas, planos, programas e ações com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada.
Art. 2o A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população.
§ 1o A adoção dessas políticas e ações deverá levar em conta as dimensões ambientais, culturais, econômicas, regionais e sociais.
§ 2o É dever do poder público respeitar, proteger, promover, prover, informar, monitorar, fiscalizar e avaliar a realização do direito humano à alimentação adequada, bem como garantir os mecanismos para sua exigibilidade.
Art. 3o A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.
Art. 4o A segurança alimentar e nutricional abrange:
I – a ampliação das condições de acesso aos alimentos por meio da produção, em especial da agricultura tradicional e familiar, do processamento, da industrialização, da comercialização, incluindo-se os acordos internacionais, do abastecimento e da distribuição dos alimentos, incluindo-se a água, bem como da geração de emprego e da redistribuição da renda;
II – a conservação da biodiversidade e a utilização sustentável dos recursos;
III – a promoção da saúde, da nutrição e da alimentação da população, incluindo-se grupos populacionais específicos e populações em situação de vulnerabilidade social;
IV – a garantia da qualidade biológica, sanitária, nutricional e tecnológica dos alimentos, bem como seu aproveitamento, estimulando práticas alimentares e estilos de vida saudáveis que respeitem a diversidade étnica e racial e cultural da população;
V – a produção de conhecimento e o acesso à informação; e
VI – a implementação de políticas públicas e estratégias sustentáveis e participativas de produção, comercialização e consumo de alimentos, respeitando-se as múltiplas características culturais do País.
Art. 5o A consecução do direito humano à alimentação adequada e da segurança alimentar e nutricional requer o respeito à soberania, que confere aos países a primazia de suas decisões sobre a produção e o consumo de alimentos.

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