O caminho do diálogo é hoje a melhor alternativa

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Passado toda essa turbulência de perseguição, no comando anterior da PM, chegamos em 2016 com novas perspectivas da luta classista que deverá ser travada, dessa vez no campo do diálogo.

Já se provou que as mobilizações de cunho mais radical está fora de moda e de contexto por vários fatores.

Primeiramente, a desunião e as brigas internas pulverizaram as movimentações. Os militares, principalmente da capital, andam desconfiados e não participam em sua maioria das assembleias ou mobilizações que se convocam.

As entidades que outrora lutavam, se esquivaram ou ficaram na inércia. Diante de tudo isso, as mobilizações perderam o foco e se sucumbiram ou pelo menos adormeceram.

As lideranças perderam o rumo e direção e foram colapsadas junto com as negociações.

Dessa forma, restou o recomeço pois a centelha da luta jamais apagou-se, pois ela permanece  incrustado no desejo e na vontade de cada militar, todavia o momento é da negociação e do diálogo.

Está na hora de se começar a pensar em outras alternativas. Deve-se mudar os atores, reconfigurar a luta, juntar os cacos estraçalhados pela vaidade e devaneio de alguns. Os militares tem que retomarem as negociações, dessa vez com o uso primordial do diálogo, visando as negociações, pois em 2015, não houveram avanços práticos e concretos, muitos projetos e pouca eficiência.

As lideranças devem rever seus conceitos e tomar uma postura de negociação e acabar de vez com essas malditas picuinhas internas que tem destruído todo o processo de negociação.

Tem-se que reconstruir a comissão que outrora fora criada para ser uma mesa permanente de negociação. E dessa vez aberta a todos e não restrita como ficou. Deve-se mudar as estratégias, por que nem sempre a maré está para peixe.

Nesse momento deve-se encostar a barriga no balcão e negociar, caso contrário os militares terão um 2016 fadado ao fracasso.

Creio que não se deve inventar pautas, mesmo por que tem várias desde 2011, que nunca foram cumpridas nos 3 acordos feitos nos últimos anos como: Código de ética, Lei de promoção, carga horária de 40 horas, LOB (Lei de Organização Básica) da PM entre outras que não se avançou ainda.

Enfim, o momento é o caminho do diálogo e da retomada das negociações. Ou se faz isso, ou novamente os militares ficaram chupando o dedo vendo as outras categorias avançarem.

Não é possível que após duas greves e 4 anos de mobilizações as lideranças não aprenderam ainda o caminho.

One thought on “O caminho do diálogo é hoje a melhor alternativa

  1. se na guerra nao houver luta, não haverá vitória, se não foi com estas brigas, acordos, mentiras e enganações que ganhamos alguma coisa, que vamos ganhar calados sem falar, isso e conversa, toda ves que a coisa fica feia o governo vai e troca o comando, ai vem uns e diz vamos esperar que vai melhorar o novo comando vai arrumar tudo. so conversa.

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