O que os militares querem com essas mobilizações ?

opressão

Os militares estaduais aguardam ansiosos pelas próximas reuniões que devem acontecer na Assembléia Legislativa do Maranhão. Uma delas acontecerá já nesta quarta-feira(09/12) e a outra no dia 16/12.

Na caserna militar está havendo uma grande mobilização nos bastidores e lideranças já se preparam para qualquer eventualidade de uma possível greve.

O blog recebeu informações que as lideranças estão planejando nos bastidores e articulando uma gigantesca mobilização de toda a categoria, caso o governo do Estado não cumpra os Termos do Acordo.

E um dos pontos principais de toda essa mobilização é justamente o cumprimento do acordo.

Entenda o caso

No mês de abril deste ano, foi assinado um acordo entre o governo e os militares com vários itens de reivindicações. Na ocasião os termos do acordo foi assinado pelos Secretários de Estado do governo: Secretários de Estado de Assuntos Políticos e Federativos, Marcio Jerry; Segurança Pública, Jefferson Portela; Gestão e Previdência, sub-secretário Claudio Furtado e Carlos Eduardo Lula, Secretário Adjunto da Casa Civil e membros das entidades representativa dos militares do Maranhão.

O termo de acordo previa os seguintes itens: Mesa de negociação, Diárias e horas extras, Carreira Única para praças, Coronelato das Praças, ticket de alimentação, Plano habitacional para os militares, Adicional noturno e adicional de risco de vida, Carga horária e Revisão dos índices de 2017 e 2018.

A revolta dos militares é justamente por que não foi cumprindo até o momento um único item acima. Isso tem causado reações das lideranças e dos militares de forma geral em todo o Estado.

Os Termos do Acordo necessitam da criação de legislações especificas, sem a qual será impossível o cumprimento do referido acordo.

Os militares querem retomar as negociações, contudo um dos pontos prioritário para retomada do diálogo com o executivo, “deverá ser a revogação dos atos administrativos em desfavor das lideranças que representam os militares.”, disse uma das lideranças ao blog que não quis se identificar.

A suspensão imediata por parte do governador desses atos administrativos demonstraria um sinal claro que o governo estará disposto a dialogar com a categoria.

As perseguições devem cessar e as transferências tem que ser revogadas. Acreditamos que é nessa linha que o governo poderá debelar uma possível greve dos militares. Não é bom pagar para ver, pois o governo passado pagou e aconteceu duas greves.

Final do ano está chegando e as promoções dos militares também. A inflação está na casa dos 9% e os índices salarias firmado entre governo e militares deveriam está em pauta conforme o Termo de Acordo, no entanto o que foi assinado não foi efetivado.

Espera-se com isso que o espírito natalino seja preponderante e o governo possa sensibilizar-se em retomar o diálogo com os militares para evitar uma greve que todos nós não queremos. Não será bom para o governo, para os militares e principalmente para a sociedade que ficará a mercê da marginalidade sem polícia nas ruas.

A repressão e a intimidação por parte da hierarquia militar, não é o caminho correto para o recomeço do diálogo. Isso apenas complica e revolta mais os militares.

Não será na base do chicote que as coisas serão resolvidas e sim no diálogo.  Essa é a oportunidade para o governador do Estado cumprir o que prometeu e dá aos militares o seu presente de natal, conforme ele mesmo proferiu.

One thought on “O que os militares querem com essas mobilizações ?

  1. Kd a segurança jurídica???

    Estado democrático de direito???? Para quem!!! Militar???.

    Precisamos gritar.
    Precisamos exigir nossos direitos.
    Precisamos dizer q somos concursados!!!
    Precisamos exigir q façam leis para normatizar essa falta de norma jurídica. Ficar a mercê do bom humor do homem.

    Ex: kd 40 h semanais???
    Kd a lei de promoção???
    Kd o plano de saúde.
    Kd o risco de vida, insalubridade e periculosidade.
    Kd a lei de transferência …

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