Diretor de associação critica transferência de militares

download (3)

O TAPA NA CARA DE CAMPOS E O ATAQUE ÀS ASSOCIAÇÕES DE PRAÇAS

Considero que a transferência indiscriminada de praças da PMMA e BMMA,em especial dos soldados Leite ,da ASPOM -TIMON,Diogo, da Associação de Bacabal,e do Sargento R Barros,de Imperatriz, que está ameaçado de ser desterrado para os confins do Maranhão,sob alegada necessidade de serviço,é um ataque e uma perseguição violenta a esses militares ,a suas famílias,às associações de praças e ao próprio deputado Cabo Campos pois,o governo,assim como o comando geral, sabe da relação de proximidade entre o parlamentar e a ASPOM -TIMON, associação que tem ,como um de seus coordenadores,o soldado Leite. Quando o comando adota tal medida, do meu ponto de vista, ele envia um recado direto ao deputado e às demais lideranças,o de que ninguém é inalcançável. Ora, se transferem, com o uso de uma alegação fictícia, uma liderança que atua, quase que, como um “assessor” do deputado Campos, que foi eleito com esforços da categoria, então transferem e ameaçam qualquer um. Daí o ataque ao soldado Leite ser um ataque ao próprio deputado Campos. Demonstram, com a medida, o nível de consideração e respeito que nutrem por ele ,por sua liderança e por seu mandato. Desde que me tornei policial militar, em 2001,observo e sinto na pele como setores superiores da PMMA se utilizam da movimentação como instrumento de ameaça, perseguição e medo. Uma ferramenta utilizada para sufocar vozes discordantes e de lideranças ligadas às associações. Eu mesmo já fui objeto de uma ação dessa natureza,que me enviou para os confins do maranhão,me separou da família,dos amigos e dos estudos, apenas para atender aos caprichos de um comandante local. Esta é a terceira ou quarta vez, nos últimos meses,que tentam transferir o soldado Leite. Sempre utilizando-se da mesma motivação travestida,qual seja, a necessidade de serviço. A motivação real é a intenção, não confessada, de quebrar a resistência e a vontade do policial, destruir sua vida familiar, acadêmica e social e,de quebra, desarticular uma das mais destacadas associações de praças do Maranhão na luta pelos direitos dos trabalhadores PMs. Como o comando, não pode dizer em público, que sua real motivação é o esfacelamento e comprometimento da luta das praças, ele alega ,ilegalmente com desvio de finalidade,a tal necessidade de serviço. Reparem que,se esse fosse o motivo verdadeiro,a administração teria que transferir outro PM mais moderno que o PM em questão. Teria que,derrepente,buscar ,dentre os mais modernos, um que fosse solteiro,não tivesse filhos,não fosse estudante e, dependendo da necessidade específica,buscar aquele com a melhor capacidade técnica para fazer frente à necessidade. Do meu ponto de vista, o deputado CABO Campos não deve aceitar calado,e sem espernear,que lideranças que foram decisivas na construção do seu mandato sofram esse tipo de agressão. Noutra medida, as associações,e policiais em geral,não podem ficar a observar a banda passar enquanto aqueles, que estão na linha de frente da luta diária pela melhoria da vida de todos nós, são violentados dessa maneira. Considerando que a motivação do ato administrativo é mentirosa e que a finalidade do ato é,na verdade,punir,perseguir e destruir o servidor forçando-o,inclusive,a pedir pra sair temos que o ato administrativo está viciado,é ilegal e deve ser fulminado e atirado na lata de lixo mais próxima. Outro ponto que me incomoda e me causa espécie é que,enquanto trabalhadores estão sofrendo esse tipo de violência,juntos com suas famílias,as representações dos Direitos Humanos, no Maranhão, não se manifestam e deles não se ouve um “piu”. Não é só a constituição de 88 que ignora que policiais militares sejam cidadão de direitos,os defensores dos direitos humanos também o fazem. Vide o caso da reintegração de posse, na Vila Luizão, que resultou na morte de um posseiro e consequente prisão de dois policiais inocentes, em que não se viu uma manifestação contra a violência estatal perpetrada contra aqueles servidores. Para eles,PMs não são “humanos” dignos de Direitos Humanos,jamais seremos objeto de sua solidariedade,não somos dignos. Em sua percepção esquizofrênica, o único papel em que,tais “humanistas”, conseguem nos enxergar é no de Réus,violadores sádicos e contumazes da dignidade dos outros,NUNCA de vítimas. Não fosse isso o bastante, o novo governo,que nos prometeu “um colchão de bondades”,além de práticas novas e democráticas intra quartéis, se comporta de forma obscenamente dura e violenta ou,permite que assim atuem, contra nós. Alguém, tenho a impressão,precisa explicar ao governo o significado da expressão “práticas novas e democráticas”. De duas,uma: Ou esse governo, de práticas novas,orienta a persecução intolerante do comando da PMMA contra lideranças e associações ou o comando atua à revelia da orientação do governo da mudança. Francamente, não sei o que me assusta mais. De qualquer maneira ,e para terminar, sugiro às associações que organizem e mobilizem seus trabalhadores pois,ao que me parece, nossa luta será travada nas ruas,e está breve.

CB PM MANOEL GUIMARÃES FILHO COORDENADOR DE ASSUNTOS JURÍDICOS DA ASPOM-TIMON

2 thoughts on “Diretor de associação critica transferência de militares

  1. Vamos esperar e torcer por uma boa resposta do parlamentar, pois com certeza o mesmo vai procurar ajudar os irmãos. E que essa resposta venha no minimo com uma troca de comandos o que ja passou do tempo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *