Nota do Sargento Ebnilson vítima de constrangimento por oficiais na reintegração de posse

constragimento

No dia de ontem(21/10), a PM desencadeou mais uma operação de reintegração de posse na Vila Luisão, na sede do Sampaio Correa. O local foi palco de uma outra operação que culminou com a fatídica morte de um manifestante.

O serviço começou por voltada das 04:30 horas, cuja, apresentação foi no 8º BPM. Tomamos café com um pão e às 06:00 horas, basicamente já estávamos no local do front.

O proprietário contratou diversas maquinas para derrubar os casebres, por volta das 12:00 horas, tudo já estava desocupado; às 13:00 horas, boa parte da tropa almoçou na sede do Clube, contudo por falta de planejamento do proprietário ou da empresa fornecedora da alimentação, faltou comida para uma boa parte dos policiais militares.

Muito deles começaram a ficar injuriado e com fome, pois já estava chegando à 14:00 horas, nada de almoço. Ao ouvir as reclamações dos policiais, resolvermos gravar com os mesmos, pois fazíamos parte da operação e estávamos devidamente escalado. Nesse momento um dos oficiais Major Fontinele, interpelou e nos perguntou por que estávamos gravando, pois não tínhamos autorização para isso.

O oficial muito nervoso, soltou o verbo e de forma constrangedora e nos proibiu de continuar as gravações. Não demorou muito, apareceu o Tenente Coronel D´ça, comandante da Operação, reclamou também e nos colocou numa situação totalmente constrangedora.

Os oficias em epígrafe, nos acusaram de não ter compromisso com a Instituição e ainda ter dito que tínhamos ido tão somente para gravar a operação e divulgar. Isso é um absurdo.

Estávamos lá para cumprir nossa missão e temos sim compromisso com a Instituição ao qual nos pertencemos, apenas lutamos por direito e dignidade numa tentativa de melhoria.

Primeiramente, não cometemos nenhum crime e nem tão pouco infringimos os regulamentos disciplinares, mesmo por que como liderança e respeitado entre as praças, estava no local e presenciamos toda a situação. Nosso objetivo era gravar com os miliares e logo após ouvir o comandante da operação sobre a situação. Não criamos esse fato, por tanto não venham querer nos desqualificar de nossa missão fim no evento.

Temos responsabilidades e foi uma dessas gravações na operação passada que livrou a pele da Polícia Militar. Provamos que temos compromisso com a Corporação.

Em hipótese nenhuma fomos desrespeitoso e insubordinado com os oficias. Nos negaram sim o direito de resposta e explicar na frente de todos os presentes o acontecido.

Os militares estavam com fome e quem tem fome quer comer, apenas registramos a insatisfação dos militares pela demora do almoço. Isso é crime?

Que dizer que não se pode gravar que tinha policias reclamando que estavam com fome? Não entendi essa.

O correto seria que os oficiais nos chamasse em reservado e não me expor dessa maneira vexatória na frente de dezenas de policiais militares, entre superiores, subordinardes e pares.

Minha intensão era tão somente registrar e apontar a responsabilidade pela situação. Tenho plena consciência de que a culpa não era da PM e sim dos organizadores do evento.

As gravações estão conosco e no momento oportuno vamos divulgá-las.

É lamentável o que aconteceu.

11 thoughts on “Nota do Sargento Ebnilson vítima de constrangimento por oficiais na reintegração de posse

  1. Já trabalhei com esses dois oficiais Sei que são completamente e são desfensores da categoria Militar e não so do oficialato.
    E sua atitude Ebnilson estar de parabéns devemos sim gravar todas nossas operações mesmo no momento desse de dificuldade Que sirva de exemplos tua atitude

  2. E ainda tem praça clamando pela volta da ditadura militar… Se num estado democrático de direito, sofremos todo tipo de constrangimento e perseguição, agora imagina em uma ditadura militar. Alguns oficiais ainda acham que são donos da PM e de todos os praças que nela trabalham, odeiam ser contrariados, principalmente quando estão errados!

  3. Eh lamentavel que oficciais continuem com esse comportamento, essa forca hierarquica de alguns oficiais, eh apenas vertical, de cima para baixo, entao nao eh forca eh abuso e covardia e falta de coonsideracao por pracas ue ja nfrentaram ate mesmo um governo, como o grupo Sarney, enuanto eles os poderosos oficiais -detentores do pequeno poder, econdiam-se mendrontados em seus gabinetes e ainda teem coragem de esbravvejarem jargoes ccomo ” ELES NAO TEM COMPROMISSO COM A INSTITUICAO”. Pavo junior ehh Sgt BM. Historiador e professor.

  4. vc ainda e esclarecido consegue se safrar e os outros, que tem medo de ser preso, ficam calados e sofrem na pele as torturas dos comandantes, que querem se aparecer pra dizer que são os banban, vc e sargentos, e os soldados sofrem mais sofrem muito, vc devia era denunciar eles para o ministerio publico, ou ate mesmo a imprensa, pra fazer saber o quanto nos sofremos isso e um absurdo, um abuso de poder. esse tipo não respeita seus subordinados nem a propria corporação, so quer se mostrar as custas dos praças.

  5. Foram notórios os abusos e o desrespeito aos policiais nessa operação. A começar pelo uso indevido dos policiais na sua folga sem o devido esclarecimento se ia ser pago através de extra ou mediante reposição. A operação em si havia se encerrado por volta das 11:00 horas, ficamos o restante do tempo fazendo segurança particular ,e desnecessária, para o proprietário do terreno. O atraso e a falta de comida foi um flagrante erro de planejamento e também serviu de estopim para o arbitrário desrespeito do oficial comandante para com a sua tropa. Um oficial superior há de ter um mínimo de inteligência emocional pra saber contornar situações desconfortáveis que foram geradas pela sua própria falha de planejamento.

  6. Verdade, eu também os conheço e são realmente Bons comandantes, no entanto o atraso e falta de comida foi um fato, e a culpa não foi dos praças. Era simplesmente para o oficial reunir os praças que não tinha comida e explicar o motivo e informar que já estava providenciando, é isso, é simples. Aí não dão satisfação nenhuma e não quer pro policial reclamar, e ainda vem dizer que é o policial que tá lá com fome às 14:00 horas dá tarde que não tem compromisso com a instituição, é forçar a barra. OU melhor, é inverter a culpa.

  7. E mais amigo, temos compromisso e amor por quem nutre por nós o mesmo sentimento. Será que a instituição nos trata com esse amor , com respeito. Será que ele respeita o seu interstício pra sua promoção? Será que respeita tua mísera folga? Quando você adoece mesmo estando de sv ou entra de licença o que acontece com teu salário? Aí vem falar em compromisso com a instituição. A via tem de ter mão dupla.

  8. Ebnilson, meu querido. A falta de planejamento não é novidade. O que é novidade é a auditoria que a receita estadual está promovendo na PMMA. Os auditores ao chegarem na DAL foram impedidos a princípio pelo Cap. Lucas de iniciaren seus trabalhos. Há uma verdadeira farra das diárias onde em um mês, determinado Coronel recebeu mais de 39 diárias, e em um ano, mais de 400 diárias. Vamos ficar atentos às apurações da receita nos gastos desenfreados e bem direcionados dentro do quartel. Há relatos de policiais que ao assinarem a lista de viagem dos nomes que viajam e tem direito a diária, que a quantidade de nomes na lista é muito maior do que o efetivo que realmente executou a missão. Espero sinceramente que esses fatos seja esclarecidos e quem tiver culpa seja responsabilizado.

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