Paraná: Marginais ameaçam PM e torturam esposa. “Vi a pior imagem da minha vida”, disse

Nos seios da esposa escreveram com faca a palavra ‘cagueta’.

Mulher foi encaminhada para o Pronto Socorro de São José dos Pinhais. Foto: Aliocha Maurício.

Há pelo menos duas semanas passando por momentos de terror, o sargento da Polícia Militar Wanderley Garcia Xavier, de 42 anos, teve a esposa violentada e quase morta na manhã desta quarta-feira (07). Tudo aconteceu na casa da família na Rua Everton Pugim de Abreu, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Mensagem envaiada ao celular do PM. Foto: Lucas Sarzi.

Ele, que estava afastado do trabalho nas ruas, mas fazia serviços administrativos, recebeu a seguinte mensagem no celular: “Dai brother, tá me cassando? Sabe o q nois faz com cagueta? Nois apaga!!!”.

A mensagem de texto foi enviada do celular da própria mulher dele. “Desesperado, tentei ligar para ela pra ver o que havia acontecido e ela não atendeu. Fui até em casa e vi a pior das imagens da minha vida”, contou.

O sargento encontrou a mulher, de 32 anos, amordaçada e com as mãos amarradas, cercada de sangue. “Ao lado do corpo dela havia também um pedaço de pau, que foi usado para violenta-la. Nos seios dela, escreveram com faca a palavra cagueta”.

A mulher foi encaminhada ao Hospital São José, onde passa por todos os exames necessários. Ela deve ficar internada até se recuperar.

“Vi a pior das imagens da minha vida”, contou o sargento.

Segunda vez

De acordo com o sargento, essa foi a segunda vez que bandidos invadiram a casa dele. Na segunda-feira da semana passada, a casa foi toda revirada e a mulher chegou a desmaiar com as agressões dos bandidos.

“Eles entraram pedindo por arma. Falavam que sabiam que tínhamos arma e queriam que ela desse a arma, mas não tínhamos nada, porque eu estava desarmado”, explicou.

Segundo Wanderley, ele estava sem arma por causa de problemas psiquiátricos da esposa. “Pedi afastamento da rua, com isso devolvi minha arma, para poder cuidar dela, que não se recuperou de um acidente que sofremos”.

Mulher foi encaminhada para o Pronto Socorro de São José dos Pinhais. Foto: Aliocha Maurício.

Desde janeiro do ano passado, o sargento estava apenas em funções administrativas em uma companhia do 17º Batalhão. Ele morava na mesma casa desde março deste ano.

Descaso

No primeiro ataque à casa, o sargento procurou os oficiais para recuperar a arma e disse que foi tratado com total descaso. “Me disseram que na casa deles não entra bandido, que se eu estava sem arma o problema era meu. Me colocaram no chão e não me deram apoio algum”.

Ele encaminhou uma documentação pedindo a restituição do porte de arma, por causa das ameaças que estavam acontecendo. “O comandante que me atendeu não atendeu ao meu pedido e que não era responsável pelo problema que estava acontecendo comigo”.

Fonte: http://www.parana-online.com.br

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