Efetivo policial: Entre o real e o ideal. Parte I

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Tropa do COSAR

O título da matéria foi retirado dos Diálogos pela Segurança  cuja temática é: Efetivo policial: Entre o real e o ideal. Acreditamos que o Estado tem um dever a cumprir e nós cidadãos temos o direito e responsabilidade pela Segurança Pública. O Seminário visa justamente discutir a problemática do efetivo policial e as possíveis soluções para sanar a referida situação.

O estado de Insegurança no qual vivemos nos dias atuais tem trazido algo preocupante para sociedade brasileira, a violência que vem assolando e devastando todo o país.

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Comando do COSAR

A crise econômica no qual o Brasil foi submergindo trouxeram danos ainda mais gravosos a população brasileira e principalmente para Segurança Pública que vai de mal a pior.

O Povo brasileiro tem sofrido amargamente com a incongruência e faltas de políticas públicas para o setor da Segurança.

Não se vê uma preocupação para sanar essa problemática, os discursos políticos inflamados são meros factoides eleitoreiros, sempre com o engodo de “dias melhores virão”. Na prática convivemos com aumento exacerbado da violência e a ineficácia do poder público em combate-la de forma real e concreta.

Quando olhamos para o Maranhão a situação é critica quando se fala em efetivo.

Um dos grandes gargalos da Segurança no Estado do Maranhão é a falta de efetivo da Polícia, que atualmente é uma das polícias com o menor efetivo do Brasil, chegando a quase 1 policial para 1000 habitantes. Há cidades que o efetivo policial não passa de um. Essa realidade está espalhada em todo o Estado.

A imprensa noticia quase que todos os dias arrombamentos de caixa eletrônicos  e assaltos a casas financeiras no interior do Estado. Bandos fortemente armados como, os Novos “Cangaceiros” tem causado pânico na população interiorana. O termo novo cangaço faz referencia aos antigos cangaceiros que atuavam no sertão nordestino, a característica e os os Modus operandi são semelhantes aos cangaceiros do século XX.  Eles fazem a festa e a polícia sem as estruturas necessárias não tem conseguido combater essa modalidade de crime que cresce em PG(Progressão Aritmética) nos pequenos municípios.

A bandidagem tem observado principalmente o efetivo policial que na maioria das vezes é insuficiente para confrontá-los. Os policias vivem a mercês desse caos e em muitas situações tem perdido a vida em um combate desigual.

As Forças de Segurança do Estado, tem logrado êxitos em algumas operações, principalmente quando a inteligência funciona de forma eficaz, contudo essa não é a regra e sim a exceção. Na maior parte os arrombamentos a caixa eletrônicos e as invasões nas cidades por grupos fortemente armados tem sido uma constante nesses locais.

A Polícia maranhense tem feito ações de combates a esses bandos, todavia a escassez de policias tem impedido um maior avanço dessas operações.

A PM no ano passado treinou policiais para, o COSAR(CURSO DE OPERAÇÕES E SOBREVIVÊNCIA EM ÁREA RURAL). Este curso de Operações Especiais foi destinado para o policiamento rural, cuja finalidade é patrulhar, monitorar e combater os bandos de criminosos no interior. Contudo, está muito longe de se atingir o Estado em sua totalidade pela carência de efetivo policial.

Uma das soluções premente seria sem dúvida alguma a contração de novos policiais. Mesmo com o curso em formação de 1300 alunos no CFAP(Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), ainda estaremos anos luz de um efetivo razoável para combater os criminosos em todo o Estado.

A solução prática, econômica e eficiente para garantir um efetivo que satisfaça as necessidades básicas da sociedade com relação a Segurança Pública, é a convocação dos milhares de excedentes/aprovados que temos disponíveis no Maranhão.

Como o blog já falou por diversas vezes, os excedentes hoje é uma das soluções para falta de efetivo. A explicação é simples: Nesse período de crise no país, o mais viável e a convocação dos candidatos, pois não haveria desperdícios de dois fatores primordiais na administração pública: Tempo e dinheiro.

Tempo: Qualquer curso público para PM no ano de 2016, teremos os policiais prontos somente em 2017, pois da abertura do edital e curso de formação leva-se pelos menos um ano. Bastar observar o concurso de 2012, que a primeira turma formada foi em 2014, ou seja, dois após à abertura das inscrições.

Dinheiro: O custo e benefícios da convocação para os cofres públicos do Estado, seria altamente favorável nesses tempos de crise. Por que o governo gastaria muito pouco para convocá-los.

O governo está com a faca e o queijo na mão e os excedentes no QAP para serem convocados. Agora é esperar e aguardar a sensibilidade do governo para reveja com urgência essa situação.

O Maranhão precisa com urgência de mais policias. Terceira convocação já.

Obs: A segunda parte da matéria vamos explorar um pouco da história do efetivo da Polícia Militar desde os idos de 1836. Aguardem.

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