Pesquisa acadêmica comprova que a qualidade de vida dos policiais militares da CPTUR está relacionada com atividade sexual, espiritual, autoestima e relações sociais

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O cadete da Polícia Militar do Maranhão, Luciano Muniz Pereira, desenvolveu pesquisa para conclusão do CFO(Curso de Formação de Oficiais) da Universidade Estadual do Maranhão(UEMA). O trabalho foi fruto de uma monografia para obtenção do grau de bacharel em Segurança Pública. A temática desenvolvida foi: Análise da qualidade de vida dos policiais da Companhia de Turismo Independente da Polícia Militar.

O autor analisou a qualidade de vida dos policias militares da CPTUR(Companhia de Turismo Independente da Polícia Militar). Ele utilizou como pressuposto a teoria analítico-comportamental, relacionando os indicadores positivos e negativos do teste de qualidade de vida dos militares.

O militar ainda sugeriu estratégias de minimização do controle aversivo para melhoria da qualidade de vida. Segundo o acadêmico, “ Uma das relações operantes que faz parte do controle aversivo é a punição(…)” que ele aponta baseados em autores, como algo ineficiente. “ Por tanto, o que ocorre é que geralmente a punição é tão ineficiente quanto a história de reforçamento da mesma resposta, pois se a resposta já tem toda uma história de reforçamento e a mesma sempre se mostra adaptativa a probabilidade de reaparecimento dela mesmo após um esquema de punição é muito alta”.

Ainda o autor fala que a punição tem por objetivo a supressão do comportamento. Ao referir-se sobre as punições disciplinares e o RDE(Regulamento Disciplinar do Exército), o cadete traz a discussão do senso de justiça, relegado pelo regulamento castrense. “ A forma como se estabelece a relação dos militares com a punição disciplinar, o fator pessoal que muitas vezes interfere nas decisões do comandante sobre uma determinado comportamento e a ampla abertura para a interpretação, lançam as bases para questionamento e sentimentos de injustiça”.

O militar citando, Accioly, coloca que o grande “fator gerador de indisciplina” nas casernas militares “é a injustiça perpetrada pelos superiores hierárquicos em face dos subordinados”.

O autor expõe que um dos fatores que tem influenciado a “atividade policial é a falta de reconhecimento da sociedade o que acaba por não reforçar o trabalho gerando sentimentos de inutilidade e improdutividade”. Essa falta de reconhecimento e as sanções disciplinares “punido por seus comportamentos enquanto policial gera comportamento como os de greve e até mesmo comportamentos violentos no seu serviço”.

Citando autores da área coloca que  “ a punição traz consequência danosas ao comportamento de ser humano(…)

O acadêmico utilizou-se como fundamento a amostragem em 20 PMs do sexo masculino e feminino. Os grupos foram distribuídos entre oficiais e praças da Companhia. A pesquisa está baseada nos critérios quantitativos e foi utilizado o questionário World Health Organization Quality of life-WHOQOL, no qual aferia os níveis de qualidade de vida “dos militares da CPTUR que participaram da pesquisa”.

Os questionários foram distribuídos em 100 questões dividido em 24 facetas ou temas.

Os resultados foram obtidos a partir das análises das facetas. Constatou-se, segundo o autor, que preponderam acima dos 50% a maioria das facetas. Ficando de fora apenas 4 facetas: Dor e desconforto, segurança física, proteção, recursos financeiros e cuidados da saúde/sociais. Seis facetas tiveram resultados maior ou igual a 70% como: Autoestima, imagem corporal/aparência, dependência de medicamentos ou de tratamento, capacidade de trabalho, atividade sexual e espiritualidade/religião/crença pessoais.

De acordo com a pesquisa os indicadores positivo foram: Autoestima, imagem corporal/aparência, capacidade de trabalho, atividade sexual e espiritualidade/religião/crença pessoal e relações sociais/dependência de medicamentos.

Um outro dado importante que a pesquisa demonstra foi que os menores indicadores estão na faceta: Cuidados de saúde e sociais, segurança física/proteção/sentimentos negativos e recursos financeiros.

A pesquisa ainda apontou que “ entre as facetas que compõem o domínio das relações sociais” a atividade sexual e relações pessoais estão com os maiores percentuais.

O autor demonstrou que a pesquisa  indicou uma “ boa qualidade de vida dos policiais da CPTUR, propugnado “principalmente pelas relações sociais e pela espiritualidade.

Para o autor o “ domínio ambiental figurou com o de menor escore(…) contudo é possível pensar que seja este o domínio mais influenciado pela atividade laboral dos entrevistados”. Diz o pesquisador.

O autor finaliza sugerindo medidas no ambiente das Corporações que possibilitem aos militares “ maior contato com reforçadores positivos”, a fim de minimizar o controle aversivo. Ele propõem ainda premiação por atividade desenvolvidas e “ uma carga horaria de trabalho” que possibilitem “ maior tempo para autocuidado e para o estabelecimento de melhores relações sócias com familiares e amigos, conclui.

Sobre o autor

Luciano Muniz Pereira, cadete do CFO da Polícia Militar do Maranhão e psicólogo.

One thought on “Pesquisa acadêmica comprova que a qualidade de vida dos policiais militares da CPTUR está relacionada com atividade sexual, espiritual, autoestima e relações sociais

  1. muito bom este estudo pode ser aproveitado para tratar nossos militares, do mais recruta as mais altas patente, fazendo com que todos vejam e saibam da sua importância como policias militares, e também consigam saber os seus limites, como subordinados, comandantes e principalmente como pessoas que são, há sim em tese um vale puteiro seria muito bom kkkkkk.

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