A corda sempre arrebenta no lado mais fraco

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PM negociando com os manifestantes

A reintegração de posse que aconteceu na última quinta-feira(13/08), na Vila Luizão na região metropolitana de São Luís, ganhou ampla repercussão pelo fato de ter havido a morte de um manifestante.

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De imediato para se dá uma resposta a população, encontrou-se logo o responsável pelo homicídio que foi um cabo da Polícia Militar.

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Nem bem as notícias chegaram e já se apontavam o militar como o autor do disparo, mesmo sem ter havido ainda algum exame de balística. As armas dos policiais militares não foram periciadas e nem o corpo da vítima ainda tinha sido examinado pelos legistas da Polícia técnica, no entanto já havia de forma sumaríssima julgado, condenado e execrado o cabo da Polícia Militar.

Faz-se necessário que antes de um julgamento sumário e no afan político do fato causar algum efeito danoso a situação, não se pode fazer um pré-julgamento baseado apenas no imediatismo.

Cerca de 60 a 80 policias militares fizeram parte da operação. A morte do jovem foi um fato lamentável, todavia é preciso antes de se pronunciar apurar os fatos como realmente aconteceram.

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As investigações não tenho dúvida que serão elucidadas e apontarão o responsável ou responsáveis pelo disparos que vitimou o manifestante. Isso tudo após se concluir o inquérito e as perícias.

Isso sim é o que deve ser feito, e não apontar e prender as pessoas sem contudo não haver provas cabais suficientes para se determinar quem atirou no manifestante.

O que chamamos atenção é a postura que se tem tomado com os policias militares. Ninguém passará a mão na cabeça por fatos ilícitos e ilegais, cada PM tem sua responsabilidade, contudo essa responsabilidade não deve ser colocada apenas nas costas de um que não se tem nenhuma certeza.

É preciso que se leve os fatos dentro do profissionalismo e da ética policial. A opinião pública e a mídia fará o seu papel, todavia o poder público deve basear suas analises nas provas matérias e objetivas e não no efeito político que as circunstancia tomaram.

Deve-se apurar, investigar com perícia técnica e não soltar notas a imprensa como uma satisfação e apontar sem nenhum critério os responsáveis pelo fato em si.

Como o blog já havia dito anteriormente os policiais militares não podem está sendo usado como boi de piranha nos devaneios políticos.

Se querem atingir o governo que o façam, contudo vamos respeitar os homens que fazem a segurança desse Estado. Os excessos, erros e equívocos que possam ocorrer em uma operação policial serão apurados e responsabilizados os seus autores, dentro do devido processo legal.

Acusar o cabo pela morte e prendê-lo foi muito fácil. Infelizmente esses imediatismos da ânsia de se querer dá uma resposta tem atropelado as regras estabelecidas.

5 thoughts on “A corda sempre arrebenta no lado mais fraco

  1. Dileto sargento. Só para efeito de correção, o local do evento, avizinha-se a Vila Luizão, porém é na rua Sampaio Correia, de localidade de mesmo nome, já no município de São José de Ribamar

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