Movimento militar e o seu triste declínio

Greve na PM do Maranhão

Movimentos grevista da PM/BM 2011, tempos que ficou para história dos militares do Maranhão

Os militares do Maranhão no ano de 2011, iniciaram um movimento paredista e fizeram a primeira greve na história das Corporações militares. Cerca de 2000 policiais e bombeiros “Invadiram” a Assembleia Legislativa para reivindicarem melhores condições salarias e dignidade de trabalho.

A hierarquia militar ficou atordoada sem saber o que fazer, fizeram de tudo para frear os militares, contudo com o apoio de uma pequena parcela dos oficias, as praças fizeram do movimento grevista um grande sucesso.

Houveram vários movimentos militares de lá para cá, sempre com o apoio maciço da tropa, que não aguentava mais o fardo pesado da desvalorização. Nesse intervalo de 2011 a 2014, houveram duas greves, queda do ex-comandante Geral da PM, diversos movimentos reivindicatórios, várias conquistas e grandes perspectivas futuras de dias melhores, principalmente, para os militares de baixa patente.

Os militares conseguiram eleger o Cabo Roberto Campos, deputado estadual, fruto da luta dos militares.

Contudo, o movimento deu uma desacelerada, os ânimos se recolheram e a síndrome da apatia voltou.

As associações militares que foram os carros chefes de todos os movimentos militares se emaranharam numa luta individual e setorial de suas regionais. A luta coletiva foi-se para o espaço. Lideranças perderam o rumo e a luta ficou comprometida e os militares ficaram navegando à deriva no mar do esquecimento.

Diversas lideranças ficaram pelo meio do caminho pelas perseguições do poder hierárquico. Recentemente a justiça militar condenou 3 militares paredistas a pena privativa de liberdade. E outros podem ser caçados pela hierarquia militar.

Parece que a síndrome do pânico e medo voltou a caserna.

O que está acontecendo? Onde estão as associações e as lutas coletivas? Cadê os líderes de outrora? Ou tudo ficou para história?

É preciso que as lideranças repensem seus conceitos coletivos e deixem seus individualismos de lado, por que pelo andar da carruagem o movimento militar está com seus dias contados e as chamas das reivindicações e lutas estão preste a se apagar.

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